Celso Teixeira exalta rivalidade com o Campinense, mas evita avaliar precocemente o Treze

Treinador alvinegro destaca que jogo quente no amistoso da noite dessa terça-feira só comprova o quanto o clássico é grande. Em compensação, não quer analisar a sua equipe por uma partida

O ano de 2019 vai terminar com o Treze tendo vencido o último Clássico dos Maiorais do ano. O amistoso disputado na noite dessa terça-feira no Estádio Amigão, em Campina Grande, foi bastante pegado e só foi decidido nos pênaltis após um 0 a 0 no tempo normal. O Galo venceu a Raposa por 6 a 5 nas penalidades. E para o técnico Celso Teixeira, o que dá para tirar de lição da partida é realmente a força da rivalidade entre os clubes de Campina Grande, já que o jogo contou até com expulsões. Sobre a sua equipe, o comandante não quis fazer avaliações precipitadas e preferiu esperar a sequência do trabalho para analisar de forma mais precisa.

Celso Teixeira destacou o confronto com o Campinense, mas acha cedo para tirar conclusões da equipe do Galo — Foto: Reprodução / TV Paraíba

Após 90 minutos de muito equilíbrio, Campinense e Treze foram para a disputa dos pênaltis. E foi aí que os ânimos foram elevados. Segundo Celso Teixeira, o árbitro da partida, Afro Rocha, solicitou que os atletas do Treze acompanhassem a disputa do banco de reservas, enquanto os do Campinense permaneceram de pé, dentro de campo. O saldo foi negativo para os alvinegros, que tiveram o próprio treinador e o zagueiro Breno Calixto expulsos.

– A rivalidade mexe com os times. Esse é um dos grandes clássicos do futebol brasileiro. Eu me recusei a sair do gramado porque achei injustiça. E eu sei quando cometo erros. Ele veio e pediu para os meus jogadores sentarem no banco. Os meus apenas pediram para ele fazer o mesmo com os jogadores do Campinense. Eu falei para ele: "Os direitos são iguais". Para mim, a pior coisa que tem é o homem dar o tapa e esconder a mão. Na medida que você faz algo errado, você tem que assumir – disse o técnico trezeano.

Após a confusão, os times seguiram as cobranças de pênalti. Por sinal, o Treze mostrou muita eficiência da marca dos 11 metros. Todos os seis alvinegros converteram com êxito os seus chutes. Foram os casos de Edson, Patrick Mota, João Neto, Gilmar, Léo Bahia e Nilson Júnior.

E, como a disputa valia taça, apesar de ser amistoso, os jogadores comemoram a vitória no clássico como uma conquista.

Para Celso Teixeira, a vitória não quer dizer muita coisa ao trabalho de pré-temporada. Aliás, qualquer avaliação momentânea sobre o Galo da Borborema parece precipitada ao treinador.

– Eu acho que retrata o que é uma rivalidade. Todo mundo quer vencer, mesmo sendo um amistoso. Acho que qualquer avaliação feita agora é prematura. Ao longo do trabalho, nós vamos vender muito mais. Mas vamos lá, o primeiro tempo foi equilibrado, enquanto, no segundo, fomos superiores. Faltou fazer o gol, mas aí não fomos incisivos ao ponto de conseguir marcar. Acho que o tumulto foi mais causado pelo árbitro do que pelos jogadores. Mas, passado isso, tivemos a tranquilidade e convertemos os pênaltis – concluiu.

Campinense e Treze se enfrentaram na noite dessa terça-feira em jogo amistoso — Foto: Samy Oliveira / Campinense

A vitória sobre o Campinense nos pênaltis foi a segunda do Treze na pré-temporada. Antes disso, o clube venceu o Sport Club Mamanguape, uma equipe amadora, em jogo-treino. Ainda em 2019, o Galo volta a campo no domingo, quando encara o Sport-PB no Estádio Presidente Vargas, às 16h. Vai ser o último teste da equipe no ano. Porém, em 2020, mais amistosos devem ser marcados.

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