Mais um tropeço e a lanterna na Série C: jogadores do Treze tentam explicar a derrota para o ABC

Bismarck, Eduardo, Victor, Júlio Pacato e Mauro Iguatu buscam explicações para o mau momento vivido pelo Galo na competição nacional: o time é o último colocado do Grupo A

O Treze é o novo lanterna do Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro. A queda para a última colocação da chave veio após a derrota desse sábado, para o ABC, que era quem estava na 10ª colocação e agora subiu para nono. O momento do Galo na competição nacional ficou ainda mais complicado. E, após o revés por 2 a 0, no Frasqueirão, em Natal, os jogadores trezeanos gastaram o vocabulário para tentar explicar mais um resultado negativo. Entre lamentos e otimismo, o grupo promete trabalho duro para tentar tirar o time dessa situação.
Foi com um gol sofrido em cada tempo de jogo que o Treze amargou mais uma derrota na Série C, a sexta em 11 jogos. Apesar de ter visto o ABC abrir o placar logo aos oito minutos de bola rolando, o Galo chegou a ter o domínio em campo em alguns momentos da primeira etapa. No segundo tempo, uma queda na produção, mas ainda levando perigo em busca do empate, sobretudo nos lances de bola parada. Só que aí veio o segundo gol do time potiguar e a confirmação de mais um tropeço. Logo após o fim da partida, ainda no gramado do Frasqueirão, alguns jogadores falaram com o repórter Raniery Soares, da Rádio CBN, e fizeram suas avaliações do resultado e do momento do time na competição.

Bismarck entrou no segundo tempo da partida contra o ABC e fez sua estreia com a camisa do Treze — Foto: Ramon Smith / Treze

O meia Bismarck, por exemplo, fez a sua estreia com a camisa do Treze. E foi taxativo. Para ele, a equipe pecou ao criar bem as jogadas ofensivas, mas não conseguir transformá-las em gol. E ele usou um jargão do futebol para justificar a derrota para o ABC.

- Quem não faz leva. Foi o que aconteceu. Chega lá na frente e não faz os gols. Infelizmente, futebol é assim - resumiu o jogador.

E, se um dos problemas do Galo foi meter a bola para dentro, o atacante Eduardo podia ser um dos responsabilizados por essa ineficiência - ou falta de sorte? - da equipe alvinegra no setor ofensivo. Mas o camisa 9 - que usou a faixa de capitão na ausência de Marcelinho Paraíba, suspenso - argumentou que a bola não chegou redonda para ele.

- Eu não tive nenhuma ocasião clara de gol, mas é assim: tem jogos em que a bola não aparece. Temos que trabalhar para, quando aparecer, a gente poder marcar os gols.

Quem também mencionou a imprecisão no arremate final como motivo para o insucesso do Treze contra o ABC foi o zagueiro Victor. Ele analisou a atuação do Galo como consistente do meio para a frente, mas admitiu que faltou mais tranquilidade no momento das finalizações.
- A gente manteve a posse de bola no campo adversário, mas faltou um pouquinho de capricho para fazer o gol. Aí eles acharam uma bola aérea ali, infelizmente, e liquidaram a fatura no segundo tempo - avaliou o zagueiro.

Pacato e Iguatu vão além...

O meia Júlio Pacato e o goleiro Mauro Iguatu também falaram com a Rádio CBN após a derrota para o ABC. E foram mais abrangentes em suas análises. Eles falaram não apenas da derrota para o ABC, mas também da incômoda situação do Treze na Série do Brasileiro: o time conquistou apenas nove dos 33 pontos disputados até aqui, tendo vencido só dois jogos, perdido seis e empatado outros três.

Júlio Pacato entende que o Treze merecia um resultado melhor contra o ABC — Foto: Ramon Smith / Treze

Pacato avaliou que o Galo foi melhor em campo e que merecia ter conseguido um resultado diferente de derrota. Ele admitiu as falhas cometidas nos lances dos gols do ABC e nos momentos em que pôde colocar a bola para dentro lá na frente e entende que essa combinação pode acabar sendo fatal. E foi.

- Fizemos uma bela partida. Conseguimos impor o ritmo. Tivemos o domínio do jogo. Quem assistiu e entende um pouquinho de futebol sabe que o jogo foi nosso, mas erramos na bola parada e tomamos um gol logo no início do jogo. Depois, continuamos em cima, tendo o domínio, mas, infelizmente tomamos outro gol num vacilo. E perdemos chances de fazer o gol, de empatar e virar o jogo. Ficou claro que o jogo era nosso, mas futebol é ingrato e nem sempre quem joga melhor ganha e leva os pontos. Agora é descansar e, dentro de casa, o objetivo é ganhar, para a gente sair dessa situação. Porque o nosso time não devia estar nessa situação. Pelo que apresentou e vem apresentando nas últimas partidas, a gente merece brigar por algo grande, mas, infelizmente, futebol é assim. Agora é respirar, pôr os pingos nos is, que domingo que vem tem mais dentro de casa.

Já Mauro Iguatu - um dos mais experientes do elenco alvinegro - achou a partida equilibrada. A parte do discurso que menciona certo domínio do Treze em alguns momentos e as falhas nos lances dos gols do ABC e também lá no ataque, na hora de colocar a bola para dentro, foi repetida. Mas o goleiro fez questão de mencionar a importância de time e torcida - através de campanhas organizadas pela diretoria - se unirem nesse momento complicado. Ele citou como exemplo a atitude do ABC, que colocou ingressos a R$ 5, justamente para atrair um maior público ao Frasqueirão.

- Foi um jogo equilibrado. E, em várias situações, a gente teve o domínio do jogo. Principalmente na parte do primeiro tempo. Depois que a gente tomou o gol, por incrível que pareça, nossa equipe teve um volume maior, criando situações de perigo para eles. Mas, num vacilo, no final, a gente tinha uma bola parada em nosso favor, erramos, eles contra-atacaram e fizeram o segundo gol, decretando a nossa derrota. Aconteceu, mas o que me deixa esperançoso é que a equipe evoluiu, é uma equipe aguerrida, bem posicionada em campo, buscando o gol a todo custo e também mantendo o equilíbrio na defesa. Espero que nossa diretoria faça que nem a diretoria do ABC fez: que compre a ideia de buscar o torcedor para o nosso lado. O ABC está nessa mesma realidade de rebaixamento que a gente. Eles estão sendo realistas, e a gente também tem que ser. E eles trouxeram o torcedor para jogar do lado deles. Nós temos uma torcida gigante; tem que trazer também. Tem que fazer algo a mais para a torcida jogar junto com a gente, para a gente sair dessa situação. Porque diretoria, jogador, isso tudo passa, mas o clube fica. E quem fica é a torcida. Mas, por incrível que pareça, é difícil convocar o torcedor num momento desse, mas a gente tem que olhar para os adversários e ver que eles estão fazendo dessa forma, trazendo o torcedor para o lado, para jogar junto e sair dessa situação. Só sai todo mundo junto.

O que vem pela frente?

Um ponto abaixo do primeiro time fora da zona de rebaixamento - o Globo FC, que tem 10 -, o Treze pode sair do Z-2 já na próxima rodada, daqui a uma semana. Para isso, vai precisar se dar bem contra o Imperatriz, no Amigão, no próximo domingo, de preferência vencendo, e ainda torcer por tropeço do Globo FC, que visita o Sampaio Corrêa lá no Maranhão, no mesmo dia.

Restam sete rodadas para o fim da primeira fase da Série C. É tempo suficiente para o Galo buscar uma recuperação. Mas é preciso que os resultados positivos comecem a aparecer o quanto antes, sob o risco de a temporada alvinegra terminar da forma que nenhum torcedor quer para o seu time.

Fonte: globoesporte

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