Recordista nos 200m rasos, Petrúcio Ferreira lamenta fim de prova nas Paralimpíadas de 2020

Paraibano acaba de bater o próprio recorde na prova com um tempo de 10s21; categoria vai deixar de ser disputada a partir dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que acontece no ano que vem

Petrúcio Ferreira está de volta aos treinamentos. O paratleta bateu o seu próprio recorde mundial no início do mês, em prova disputada no estado de São Paulo. Com um tempo espetacular de 10s21 nos 200m rasos da da classe T47, para corredores com um braço amputado até o cotovelo, o paraibano conseguiu uma nova marca expressiva, o que o motiva para mais competições que vai encontrar pela frente na temporada. Apesar de superar a própria boa forma, recordista está incomodado com o fim da prova, que deixar o calendário a partir dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020.

O recorde anterior de Petrúcio Ferreira era de 21s17, caindo em sete centésimos com a nova marca. A comemoração pelo desempenho serve mesmo é de estímulo para os próximos desafios.

– Fiquei muito feliz. Superei a minha própria marca numa das provas que mais gosto de correr. Infelizmente, ela não vai estar nas Paralimpíadas de Tóquio – conta Petrúcio.

Mas antes do encerramento de uma das provas mais tradicionais do calendário do atletismo, o paraibano ainda tem duas importantes disputas em 2019. Primeiro os Jogos Parapamericano, que acontece em Lima. Depois disso, vai ter o Campeonato Mundial.

Pensando no futuro, que são os Jogos Paralímpicos de 2020, Petrúcio Ferreira, junto com o seu treinador, Pedro Almeida, já começama se preparar para uma nova prova, os 400m rasos. Sem dúvida, um dos maiores desafios para o paraibano até então.

– Eu confesso que ainda tenho medo dos 400m rasos. É uma prova maior, com ainda mais dificuldade. Mas já estou conseguindo treinar. Espero ir bem e conseguir vitórias já no Mundial e também.

Petrucio Ferreira faturou o ouro nos 100m das Paralimpíadas do Rio em 2016 — Foto: Reuters

Enquanto Petrúcio é só foco na sequência da vitoriosa carreira, o seu técnico, Pedro Almeida, o Pedrinho, não deixou de criticar a decisão de tirar do catálogo os 200m rasos. Segundo ele, a prova era uma das principais vitrines da modalidade.

– Como você tira uma prova como os 200m? Uma disputa que reúne tantos bons atletas, tanta visibilidade. Um atleta como Petrúcio não poder competir nela é uma tristeza – decretou Pedrinho.

Petrúcio Ferreira corre para novo recorde mundial — Foto: Wagner Carmo/CPB/Exemplus

Além de migrar para os 400m, Petrúcio Ferreira vai seguir na prova dos 100m, onde foi campeão paralímpico em 2016 e também detém o recorde mundial.

Fonte: globoesporte

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