Treinador do Bota-PB pode poupar pendurados no primeiro jogo da final

Foto: Nádya Araújo/ Botafogo-PB

Na véspera da primeira partida das finais do Campeonato Paraibano de 2019, o Botafogo-PB realizou um treinamento no CT da Maravilha do Contorno durante a tarde, e logo embarcou para Campina Grande, onde enfrenta o Campinense às 21h35 desta quarta-feira (17).

Durante a entrevista coletiva antes da atividade, o treinador Evaristo Piza abordou vários assuntos. O mais recorrente deles foi a possibilidade de poupar jogadores no duelo de amanhã, e o comandante não descartou a chance por se tratar de “um jogo de 180 minutos”.

– Vamos analisar (a chance de poupar jogadores). Estou buscando informações sobre o que o Diá está preparando lá. Independente da maneira que nós optarmos em ir para este jogo, não posso ter cautela para lá e tentar segurar para cá, ou vice-versa. As reposições do grupo em determinadas funções já mostraram que podem dar a resposta. Em trocas simples, com a estrutura da equipe mantida, quem entrou suportou bem e jogou sem problemas. Vamos pôr o que a gente achar de melhor para cada jogo – explicou.

Nas duas vezes em que enfrentou e venceu o Campinense neste Paraibano, ambas as vezes jogando com time misto e pelo placar de 1 a 0, Francisco Diá afirmou “não ver nada demais” no Botafogo-PB, e por várias oportunidades disse que o melhor time do torneio era o Atlético de Cajazeiras, batido pela Raposa nas semifinais.

Evaristo Piza preferiu não entrar em polêmicas e responder o colega de profissão. Em vez disso, fez questão de elogiar o trabalho de Diá e o currículo do treinador adversário.

– O Diá tem todos os méritos, é um treinador experiente. Tem dois Paraibanos, acesso a Série C pelo Sampaio. Sabe fazer o métier antes de um clássico, extrair o melhor dos jogadores dele. E nós estamos buscando extrair o máximo do nosso grupo. Será um duelo grande, de duas equipes que estão dispostas a ganhar o título. Quem tiver mais organização, for mais competitivo e frio neste momento vai conseguir o título da competição – disse.

Questionado se o rubro-negro teria algum tipo de vantagem por vir de um intervalo de dez dias entre o segundo jogo contra o Trovão e o primeiro da decisão, enquanto o Belo vem, desde o dia 3 deste mês, disputando partidas de mata-mata a cada três dias (Londrina-PR, CSA-AL e Nacional de Patos), Piza admitiu o desgaste, mas afirmou que ele não pode ser utilizado como desculpa em caso de resultados negativos.

– Temos que ser realistas e analisar. Sei que a competição já era para ter terminado, só não acabou porque o Botafogo-PB avançou na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste. Nos outros estaduais há um intervalo de uma semana entre os jogos. Nosso objetivos alcançados impediram que isso acontecesse, e tivemos que imprensar o calendário antes do início do Brasileiro. Quem perde é o torcedor, que vai ver uma equipe desgastada. Nós corremos o risco de lesão. Acaba o jogo quarta de meia noite. Chegamos quinta, e sexta temos que recuperar os jogadores, não dá para cobrar carga nenhuma porque no sábado tem jogo. Sábado vamos chegar aos 27 jogos no ano. Temos que descansar os atletas e buscar atuar em um nível elevado. Estamos habituados a isso, talvez o adversário não, sem aquela rotina de jogos muito próximos. Existe o desgaste emocional. Tem benefício de estarmos acostumados, mas perdemos o maior tempo de recuperação, de curar uma dor muscular que pode virar uma lesão. Quando temos uma semana aberta, dá para curar alguma coisa e utilizar o atleta. Em período curto, tem que utilizar sem curar – declarou Piza.

Com o retorno do atacante Nando e do lateral esquerdo Fábio Alves, que cumpriram suspensão automática contra o Nacional de Patos no domingo, o comandante botafoguense tem cinco dos seus principais jogadores pendurados para as finais. Os meias Marcos Vinicius, Clayton e Marcos Aurélio, além do atacante Dico, assim como o zagueiro Lula, estão entre os titulares que somam dois cartões amarelos e caso sejam punidos em Campina Grande, ficam de fora do jogo da volta, no Almeidão. Por essa situação, Piza admite que alguns de seus jogadores sejam preservados, pensando na segunda partida.

– Preciso pensar bem. Tenho amanhã também para analisar porque não consegui tantas informações do Campinense. O time não deve fugir muito do que foi domingo contra o Nacional. Talvez a volta do Fábio Alves. Tenho três meias com cartão e o Dico. Se eu perco três jogadores deste nível para o jogo de volta, me preocupo um pouco. Até chegar ao vestiário vou pensar bem no que vai acontecer para que eu também não me arrependa – finalizou.

Fonte: vozdatorcida

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