Em números, a disputa do CRB com os clubes do Paulistão para formar o elenco


Cotas da Federação Paulista são maiores que as das fases inicias do Nordestão e Copa do Brasil

Diretor de futebol do CRB, Erasmo Damiani deixou claro um desafio na formação do elenco para a próxima temporada: concorrer com os clubes do Campeonato Paulista. Ele aponta que o valor das cotas causa o entrave financeiro nas negociações.

O GloboEsporte.com comparou os valores recebidos pelos times do Paulistão e pelo CRB, no primeiro semestre. Os números são de 2018.

CRB refaz elenco para a próxima temporada — Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

As cotas da Copa do Brasil e Nordestão garantiram R$ 1.375.000 ao CRB. Valores pagos apenas pela primeira fase das duas competições.

Os clubes do terceiro grupo do Paulistão, em 2018, receberam cotas de R$ 3.300.000. O grupo foi formado por Botafogo, Bragantino, Ferroviária, Ituano, Linense, Mirassol, Novorizontino, RB Brasil, Santo André, São Bento e São Caetano.

Estão fora desse grupo cinco clubes, Corinthians, Santos, Palmeiras, São Paulo e Ponte Preta, que tinham maiores cotas.

Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians impulsionam valores das cotas do Paulistão — Foto: Miguel Schincariol/Ituano FC

A diferença do CRB para os clubes do terceiro grupo do Paulistão, em 2018, foi de R$ 1.925.000. Quantia que, segundo Damiani, desequilibra a disputa nas negociações.

- Quando eu falo da disputa com o Campeonato Paulista é que a cota que os clubes recebem da federação lá é muito alta. Então, na maioria das vezes, a proposta financeira que ele faz aos atletas para jogarem durante três meses é muito maior do que os clubes estão pagando para uma Série B. Então, você sofre. E você escuta muito assim: "Quando acabar o Paulista, a gente volta a conversar" - comentou o novo diretor de futebol do CRB.

Erasmo Damiani, diretor de futebol do CRB — Foto: Denison Roma/GloboEsporte.com

Inversão após o estadual

Com o fim do estadual, o CRB tem o atrativo por jogar a Série B e, em 2018, recebeu R$ 6.030.000 de cota da competição. Do grupo três do Paulistão, apenas o São Bento participou da Série B neste ano.

Após o estadual, o CRB contratou cinco jogadores para o Brasileiro e que estavam no Paulistão: Tinga (jogou pelo Santo André), Diego Rosa e Rafael Costa (jogara pelo São Caetano), Diogo Mateus (jogou pela Ferroviária) e Lucas Siqueira (jogou pelo Novorizontino).

Após o Paulistão, Diogo Mateus e Lucas Siqueira fecharam com o CRB — Foto: Divulgação / Ascom CRB

Valores extras

Em 2018, o CRB até lucrou mais que os times do grupo três do Paulistão, mas foram receitas extras. Chegou à terceira fase da Copa do Brasil e parou nas quartas de final do Nordestão. Arrecadou mais R$ 2.450.000. Assim, juntou R$ 3.825.000 antes da Série B.

No total, a receita do CRB com cotas e patrocínio da Caixa passou dos R$ 10 milhões.

Cotas do CRB na temporada

Série BR$ 6.030.000
Copa do Brasil (1ª fase)R$ 500.000
Copa do Brasil (2ª fase)R$ 600.000
Copa do Brasil (3ª fase)R$ 1.400.000
Nordestão (grupos)R$ 875.000
Nordestão (quartas de final)R$ 450.000
Patrocínio da CaixaR$ 1.500.000
TOTALR$ 11.325.000

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