Felipão diz que Dudu é o craque do Brasileirão e conta que desligou a TV no vestiário do Palmeiras


Técnico faz elogios ao atacante do Verdão e fala sobre a ansiedade pelo título do Brasileirão

Foto:Marcos Ribolli

Depois da goleada do Palmeiras sobre o América-MG, por 4 a 0, o técnico Felipão rasgou elogios ao atacante Dudu, o melhor em campo pelo Verdão . De acordo com o treinador, o camisa 7 é o craque do Campeonato Brasileiro.

– Para mim, ele é o craque do campeonato. Ele tem feito a diferença. São escolhas que por algum critério, as rádios e televisões fazem, não vou opinar sobre isso, mas ele está jogando bem. Quando ele passa para o meio, ele faz coisas que dificultam a marcação do adversário. Ele tem se dedicado de uma forma maravilhosa desde que eu cheguei aqui – comentou Felipão.

Sobre a proximidade do título brasileiro (o Palmeiras está a dois pontos de ser campeão), Felipão ressaltou que o time depende apenas das próprias forças:

– Eu vi a torcida feliz pela vitória do Palmeiras, e nós ainda correndo atrás do título. Temos cinco pontos na frente e dois jogos. A ansiedade agora se torna ainda menor do que tínhamos hoje, porque faltam dois jogos só. Temos que tranquilizar porque o nosso time ainda tem uma possibilidade de ter um erro e ainda tem chances de conquistar o título. Se tivéssemos cinco atrás não teríamos chance nenhuma de erro. Não ganhamos hoje, mas estamos encaminhando.

O treinador ainda comentou sobre a reação aos outros jogos da rodada. Para ser campeão nesta quarta-feira, além de vencer, o Palmeiras precisava de tropeços do Inter, que perdeu do Atlético-MG, e do Flamengo, que venceu o Grêmio. Até a televisão do vestiário ele desligou...

– Alertamos sobre aquilo que fizemos de errado. Qual o motivo de termos pressa se temos cinco pontos de vantagem. Podemos administrar, foi o que fizemos hoje. Tentei passar a tranquilidade. Desliguei a televisão do vestiário. Não quero saber se o Internacional está perdendo ou ganhando, temos que ter foco no nosso jogo. Temos que fazer o nosso trabalho, o dos outros não interessa.

O Palmeiras volta campo no domingo, às 17h, para encarar o Vasco, em São Januário, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão lidera a competição com 74 pontos.

Veja abaixo outros tópicos da entrevista de Felipão:

Tropeço contra o lanterna

– O Paraná foi um jogo atípico. Quando começamos a jogar, começou uma tempestade. Muitos falam que é para os dois lados, mas mudou nosso estilo de jogar. Fez com que o Deyverson viesse pegar a bola na defesa. Fez com que a gente parasse de jogar com verticalidade. Tivemos erros que não tivemos hoje, por exemplo de passagem de dois laterais ao mesmo tempo, jamais tivemos isso. Naquele jogo se imaginava que o primeiro contra o último seria fácil... não tem jogo fácil. Quando a gente leva o susto as coisas correm mais tranquilamente no jogo seguinte.

Ansiedade pelo título

– Eu continuo igual quando eu jogava futebol e quando comecei a carreira de técnico. Durmo pouco na noite anterior, acordo muito. Tento conversar com a minha comissão técnica. Hoje de manhã caminhamos por uma hora e pouco em volta do gramado. Aquele friozinho não mudou nada. Quando mudar, é hora de parar.

Sobre o elenco alviverde

– Infelizmente fomos eliminados no mata-mata. Mas continuamos com aquelas diretrizes de mudar os jogadores. Hoje acho que nós temos uns 60 jogos, então temos que mudar. Quem entra corresponde plenamente. São características diferentes que eu tenho que mesclar. É o que a gente faz com a zaga, joga uma hora um, depois outro com outra identidade. Eu vou continuar assim até o final do campeonato. Posso adiantar para vocês, no Paulista, Copa do Brasil, vai ser assim. Não vai ter titular absoluto. Para que todo mundo fique bem sabedor disso para não haver problema.

Deyverson

– Ele no jogo do Paraná foi prejudicado por uma série de fatores. Como nós estávamos martelando, e ainda não estava ganhando a bola aérea... o Deyverson tem qualidade nela. O Willian teve uma grande chance pela intervenção do Deyverson. Essa semana a gente conversou com ele para ele se cuidar, ele vai entrando quando a gente achar que ele é importante. Cabeça boa para não cometer exageros.

Felipão 70

– Eu tenho que fazer o meu trabalho. Se eu estiver trabalhando bem, a avaliação é dos diretores, da torcida. O que falam não muda nada. Eu tenho que estar contente comigo mesmo. Tenho que saber se tenho condições de gerenciar, mudar no campo... quando eu não tiver isso eu vou parar. Por enquanto eu tenho. Essa história de 70 anos. 70 anos eu faço as coisas iguais aos meninos de 20. Não com muita frequência, mas faço.

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