Em meio a turbulência política, advogado revela vontade de assumir o Campinense


Empresário e sócio do clube fez críticas à gestão financeira de William Simões e pretende se viabilizar politicamente para ser eleito nas eleições que devem ser convocadas em 60 dias

A decisão proferida pelo STJD na última semana, banindo William Simões do esporte, ouriçou os bastidores do clube. É que o mandato da diretoria iria até dezembro de 2019, mas até o momento dois cargos passaram a ficar vagos com as recentes renúncias de Félix Braz, o Felinho, e Raul Timóteo Filho: a Vice-Presidência (Felinho) e a Diretoria Financeira (Raul). É nesse contexto que aparece a figura do advogado e empresário Luís de Souza, sócio remido e colaborador do Campinense, que colocou seu nome à disposição assumir o clube.

William Simões foi afastado pela Justiça em decorrência da Operação Cartola — Foto: Cisco Nobre / GloboEsporte.com

Em entrevista à Rádio CBN de Campina Grande, nesta segunda-feira, ele deu detalhes de algumas reuniões realizadas na semana passada, no Estádio Renatão, já após a decisão do STJD, e mostrou preocupação com a situação vivida pela Raposa.

- A situação do Campinense é altamente delicada. Um clube como esse não pode ser gerido de forma centralizada, com uma pessoa só mandando. São vários os problemas que precisam de solução urgente. E eu já disse que para assumir o clube eu quero ao meu lado pessoas de bem, com o CPF limpo, que sejam raposeiros de verdade, que queiram trabalhar sem remuneração para verdadeiramente ajudar o clube. Meu desejo é que meu nome seja um consenso, até porque se uma pessoa de bem aparecer querendo assumir o clube, abro mão da minha postulação. Agora, dependendo de quem queira se candidatar, eu não abro mão e vou para o bate-chapa – afirmou Luís de Souza, que disse também que conta com Francisco Diá para o seu projeto, com quem ele revela que não conversou ainda.

Luís disse que quer manter Francisco Diá no comando técnico da equipe — Foto: Samy Oliveira / Campinense

Agora o empresário precisa se articular politicamente para poder se viabilizar dentro do clube. A expectativa é que o mandatário e interino da Raposa, Antonino Macedo, que era o presidente do Conselho Deliberativo, convoque novas eleições em 60 dias. De acordo com o entendimento do dirigente, o estatuto diz que a Presidência, a Vice-Presidência e a Diretoria Financeira precisam ser ocupadas com um novo pleito. Já os outros cinco postos da Executiva são ocupados por meio de nomeação.

Pelo que apurou o GloboEsporte.com, uma parte do Conselho quer formar uma chapa de consenso, com nomes historicamente alinhados ao ex-presidente William Simões, para que se mantenha tudo que está planejado até então, inclusive as definições em relação ao departamento de futebol.

Por outro lado, Luís espera conseguir aglutinar esse consenso, na busca de resolver alguns problemas que ele diz que o clube enfrenta fora de campo. De acordo com o empresário, o clube tem débitos que somam R$ 7 milhões, com parcelas em aberto referentes ao Profut, projeto do Governo Federal que refinanciou dívidas dos clubes de futebol junto à União.

O empresário disse respeitar a história de William Simões no Campinense, principalmente na gestão do futebol. No entanto, ele criticou a forma como o agora ex-presidente geria outros setores do clube e quer implantar uma nova política nesse sentido. Até o momento, as novas eleições não foram convocadas e o treinador Francisco Diá segue tocando o trabalho no departamento de futebol.

globoesporte

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