Santa Cruz limita gastos no futebol e terá folha de até R$ 300 mil em 2019


Diretor acredita que temporada trará menos problemas financeiros e destaca plano orçamentário como fundamental para sucesso do Tricolor

Felipe Rego Barros vê clube mais organizado para 2019 — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Sem treinador para a temporada 2019, o Santa Cruz começa a traçar um plano de ação para o próximo ano. Após sofrer com salários atrasados neste ano, o clube determinou o teto salarial, que será seguido de forma rigorosa. De acordo com o diretor de futebol Felipe Rego Barros, a ideia é compor uma folha de até R$ 300 mil. Orçamento não deve sofrer alterações até a Série C.

- Nosso orçamento será parecido com o que tivemos este ano. Algo em torno de R$ 250 e R$ 300 mil. Isso será algo que não iremos fugir. Não vamos fazer loucuras para contratar seja lá quem for, pois precisamos de dinheiro para pagar os salários. Fizemos uma programação orçamentária e vamos cumprir isso à risca. Até porque não temos de onde tirar mais dinheiro.

De acordo com o dirigente, o clube terá um fôlego financeiro maior porque o Santa Cruz não adiantou as cotas dos campeonatos que disputará: Copa do Nordeste, Campeonato Pernambucano e Copa do Brasil.

- Este ano, a gente quase não teve receita. Tínhamos um gasto, mas as receitas das competições estavam adiantadas. Em 2019 isso não acontece. Teremos a integralidade das receitas, o que garante uma projeção para nós. Com isso, certamente será um ano melhor.

Dirigente diz que clube precisará de apoio financeiro caso queira investir em atletas com custo semelhante ao de Carlinhos Paraíba — Foto: Marlon Costa / pernambucopress

Com o orçamento limitado, os investimentos no futebol vão depender de parceiros. Caso semelhante ao que aconteceu para a contratação de Carlinhos Paraíba.

- Vamos pagar em dia, mas não poderemos fazer loucuras. Investir em jogadores que venham com o custo que tivemos com Carlinhos Paraíba, por exemplo, dependerá de apoio dos sócios. Carlinhos, mesmo, só veio por conta do projeto Camisa 12. Sem ele seria impossível. Então, caso aconteça algo nesse sentido, a gente pode pensar em jogadores com custo mais elevado. Caso contrário, não.

globoesporte

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