Análise: com falha de Douglas e expulsão, Bahia transforma jogo controlado em sofrimento


Depois de abrir 2 a 0, Tricolor sofre duro golpe com falha do goleiro Douglas e fica sem poder de reação após a expulsão de Léo


Ramires abriu o placar para o Bahia no jogo da noite desta quinta-feira — Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Poderia ter sido mais fácil. Poderia ter sido um triunfo com placar até mais dilatado. Mas esse Bahia e Botafogo foi o retrato de como um lance pode mudar o roteiro de uma partida de futebol. De um jogo controlado, com 2 a 0 no placar e jogando bem, o Tricolor passou a ser sufocado depois que o Botafogo diminuiu em uma falha gritante do goleiro Douglas. O gol de Pimpão abateu a equipe de Enderson Moreira, que escapou de levar o empate e ter, aí sim, a noite comprometida por completo.

É sonho de qualquer treinador ver sua equipe marcar cedo em um jogo de mata-mata. Ainda mais se esse gol for marcado por um jogador de 18 anos, uma aposta para uma partida difícil. Pois bem, Ramires balançou as redes aos três minutos e deixou o caminho mais fácil para o Bahia na partida.

Os primeiros 15, 20 minutos de jogo da equipe da casa foram muito bons. Intensidade e marcação forte, forçando o erro do Botafogo. Com a bola, o Tricolor se organizava bem e levava perigo à meta adversária – aos oito minutos de jogo, o Bahia alcançou 66% de posse de bola.

Quando o Bahia diminuiu o ritmo, o Alvinegro aproveitou para equilibrar a primeira etapa e criou boas chances. Meteu duas bolas na trave em dois erros da equipe baiana. E como errou a equipe de Enderson! No ataque e na defesa. O Tricolor tinha dificuldade para fazer a transição ofensiva e recorria às bolas longas de maneira exagerada.


Tricolor venceu o Botafogo por 2 a 1 — Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Ainda assim, o Bahia poderia ter ampliado, uma vez com Clayton, de cabeça, e outra com Nino, que se precipitou e desperdiçou uma ótima oportunidade.

O segundo tempo foi um bom exemplo de como uma partida relativamente tranquila pode se transformar completamente a partir de um lance.

O Bahia voltou bem do intervalo, quase tão bem como começou a partida, e o gol de Clayton, que fazia partida abaixo da média e provocava a revolta da torcida, deveria deixar a equipe mais tranquila e colocar pressão para cima do Botafogo. Mas não foi isso o que aconteceu, porque logo depois os cariocas diminuíram contando com uma falha bisonha do goleiro Douglas.

Mesmo à frente no placar, o Tricolor sentiu o gol. Talvez não sentisse tanto se fosse um jogo de Campeonato Brasileiro, uma competição de pontos corridos, mas a frustração de ver uma ótima vantagem em jogo de mata-mata se diluir abateu a equipe. Tanto que o Botafogo poderia ter empatado, porém esbarrou em Douglas.

A prova final do nervosismo da equipe da casa foi a expulsão sem sentido de Léo, que deixou o braço de forma imprudente no rosto do adversário. Ali foi, também, a pá de cal em qualquer tentativa de ampliar a vantagem para o jogo da volta.

globoesporte

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